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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Simone - Sangrando





Enviado em 04/03/2009
Extraído do programa Som Brasil em homenagem a Gonzaguinha

Exibição - 2007

Rede Globo

Sangrando

Composição - Gonzaguinha

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar

Encontros e Despedidas - Maria Rita





Enviado em 27/08/2009
Maria Rita - Encontros e Despedidas


Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ostentar esperança - Um sonho que leve a gente acreditar





Não nasci na rua
Mas me joguei nela
Sou mero aprendiz
Na vida de favela
Onde eu tenho certeza
Que a fé nunca morre
E a vida real não parece novela

Se hoje eu tenho quero dividir
Ostentar pra esperança levar
Pras crianças nunca desistir
Um sonho que leve a gente acreditar

Eu peço pra Deus o caminho iluminar
Que a luta que eu travo não me traga dor
Eu faço o possível pra gente ganhar
A guerra de miséria que a gente criou

Cê ta ligado o quanto é difícil quando
La em cima querem derrubar
Mas quando embaixo se pede ajuda
Ninguém da a mão se é pra te levantar

Sonhar, nunca desistir
Ter fé, pois fácil não é nem vai ser
Tentar até se esgotar suas forças
Se hoje eu tenho quero dividir ostentar
Pra esperança levar

Sonhar, nunca desistir
Ter fé, pois fácil não é nem vai ser
Tentar até se esgotarem suas forças
Se hoje eu tenho quero dividir ostentar
Pra esperança levar e o mundo sorrir

Criança quer ser jogador pra dar pra
Família um futuro melhor
Acende essa luz ai no fim do túnel
Que é pra esse menor no futuro enxergar
Cê ta ligado o quanto é difícil quando
La em cima querem derrubar

Mas quando embaixo se pede ajuda
Ninguém da a mão se é pra te levantar
Acredito e tenho os pés no chão vou fazer
Um som me jogar no mundão

Quero ser do bem não importa o
Estilo com tanto que tenha tudo que eu preciso
Minha família ta sempre aumentando meus amigos
Só vem pra somar quando eu sinto
Que ta me atrasando eu chuto pra longe
Pra não mais voltar

Sonhar, nunca desistir
Ter fé, pois fácil não é nem vai ser
Tentar até se esgotar suas forças
Se hoje eu tenho quero dividir ostentar
Pra esperança levar

Sonhar, nunca desistir
Ter fé, pois fácil não é nem vai ser
Tentar até se esgotarem suas forças
Se hoje eu tenho quero dividir ostentar
Pra esperança levar e o mundo sorrir

DENUNCIAR SEMPRE - A MULHER PELA MULHER

Acabo de voltar de uma delegacia. Fiz um B.O. Eu estava indo fazer exercício, usando uma CALÇA COMPRIDA LARGA e top de ginástica. Talvez você, com seu preconceito que finge que não existe, esteja tentando montar meu figurino para me culpar. Foi o que o agressor fez - disse que eu estava usando um short transparente e ele não aguentou. O próprio policial o corrigiu.
Bem, era 10h da manhã de hoje e eu estava passando ao lado do BOTAFOGO PRAIA SHOPPING. Aí, com som alto nos fones, não notei ou ouvi ninguém se aproximando, apenas quando a mão dele foi enfiada entre as minhas pernas. Eu virei rápido, bati nele, gritei e ele correu. Como eu reagi agredindo o agressor, ele correu. Eu segui para o outro lado por medo e tentei prosseguir em minha caminhada.
Sinceramente, aquilo foi a gota de um copo cheio. Alguém que já sofreu abuso sexual, moral e agressão física de homens não teria estrutura para suportar aquela "importunação ofensiva ao pudor" (artigo 61 da lei 3688/41). Até então, sofri e me calei, até colocando parte ou toda a culpa em mim. Desta vez não!
Ser omissa, covarde e não ter denunciado meus agressores anteriores me sangra todos os dias. Sofro de culpa, mas não falo. Sofro sozinha. Hoje, vou compartilhar o peso. Ele representou naquele momento todos os homens que já me tocaram à força. Ele faz parte do grupo que acredita que eu MEREÇO ser tocada, talvez por estar sozinha, ser mulher, ser frágil.
Eu chorei por toda a praia de Botafogo, mesmo tentando focar no meu exercício. Eu chorei tanto que o momento não ficou ali. Chorei por me lembrar do animal que já colocou seu peso em mim, dos abusos enquanto dormia (hoje tenho um sono leve e lixo, como se ainda tivesse que me defender), de frases como "tem certeza, Nanda?! Você sonha e acha que é realidade", "não vamos estragar o Natal SO por isso", "é só trancar a porta da próxima vez". E aquele choro era tão rasgante que sequer conseguia contê-lo.
Eu quis ser forte - ou fingir ser até que eu mesma acreditasse - e apenas seguir meu caminho, no entanto, da pior forma possível, aquele homem de 20 e tantos anos trazia à tona uma dívida que eu tinha comigo mesma. Daí, outro homem veio e me mostrou o quanto há bondade e gentileza no mundo. Ele disse "moça, eu vi o que aconteceu". E eu, aos prantos, pedi para que ele me acompanhasse e me ajudasse, sem ele saber, a liquidar a maior dívida que eu tinha comigo.
Eu fui até um veículo da Guarda Municipal do Rio, disse o que havia ocorrido e fomos todos em busca do agressor. Nós o encontramos na rua São Clemente e eu o reconheci. Ele foi detido e eu prestei depoimento. Ele, talvez pague uma cesta básica ou preste serviço comunitário, mas eu me livrei de um culpa de anos. Como diz a música de Aloe Blacc, "passei pelo pior ainda dando o meu melhor". Eu fiz a minha parte e ele ficou lá. Meu lado pior apenas queria que ele fosse abusado, na cadeia, como eu fui, nada mais. Já acho o bastante, mas é a justiça quem decide.
Bem, agora eu faço um apelo: COMPARTILHEM este post. Eu apenas o escrevi para que outras mulheres pudessem se dar o direito do perdão e da reação. REAJAM SEMPRE! Gritem, batam, corram. Eu, tão "fingidamente" corajosa, fui até lá, eu o reconheci e ele está preso, esse "ilustre" morador de Honório Gurgel, distribuidor de panfletos. Meu último apelo é: por favor, NÃO me façam perguntas se estou bem, como foi... A quem realmente interessar, me abrace e me permita desabar em choro sem dizer uma palavra. Odeio perguntas e adoro abraços no silêncio. Só preciso disso agora.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Indios... legião urbana...





INDIOS - LEGIÃO URBANA

Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.




Vento no litoral - Legião Urbana - MINHA VIDA - MINHA REALIDADE



Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem



Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora


Oswaldo Montenegro- Sem Susto - Clipe oficial







Dedico esta música a minhas netas:

Deborah Naylor

Gabriela Naylor






Apresento esta momento a meus filhos e filha, netas, neto, noras, amigos e familiares.

Passado e presente sempre são como devem ser.
O futuro só DEUS SABE com quem estarei, quem ainda estará e como será.






Nada mais nos causa susto
Muita coisa da prazer
Há tanto poema pra fazer
Só eu sei o que me importa
E só conto pra você
E se eu não contar você vai ver
Embrulha nossos sonhos
Em papel timbrado
Selado pra mim
E o que pertence ao passado
Não tem quase nada a ver com fim
Da pro mundo a gargalhada
Que ele vai te devolver
Diz que essa canção é pra você
Os amigos da estrada vão e vêm
E vai saber
Por que tanto vai e vem, por quê?
Separa umas piadas velhas, boas
E conta pra mim
Me peça alguma coisa louca
Só pra eu poder dizer que sim
Porque o passado não tem nada
Não tem quase nada a ver com fim